
Ex-jogador do Vasco, Flamengo e Campinense, o atacante Fabio Junior foi um dos atletas do Al Ahly agredidos por torcedores do Al Masry após a partida entre as duas equipes, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Egípcio.
Após se refugiarem no vestiário, os atletas foram levados a um quartel do exército próximo ao local. O estádio acabou se tornando uma praça de guerra devido a barbárie dos torcedores. Mais de 70 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas.
Assim como todo o elenco do Al Ahly, Fabio Junior, autor do gol de honra na derrota de 3 a 1, passa bem e será levado por militares com o restante dos companheiros em um helicóptero para a capital Cairo, cidade onde fica a sede do Al Ahly. Segundo o técnico do time, o português Manuel José, as cenas de violência foram chocantes.
- Estou bem. Levei pontapés, murros e depois me colocaram numa sala. Me trouxeram para um quartel. Alguns de nossos torcedores chegaram a entrar no vestiário. Mas, os jogadores da nossa equipe estão todos bem. Eu é que não consegui voltar para o vestiário. A culpa é dos soldados, havia dezenas deles e polícias também. Desapareceram todos e foi um caos completo – disse Manuel em entrevista à emissora portuguesa “SIC”.

Campeonato suspenso e investigações
Em nota oficial, a Federação de Futebol do Egito anunciou que o campeonato nacional do país está suspenso por prazo indeterminado.
O jogo entre Zamalek e Ismaily SC, que estava acontecendo na capital Cairo no mesmo momento do confronto entre Al Masry e Al Ahly, foi suspenso no intervalo por conta da tragédia em Port Said e, também, devido a um incêndio em um setor das arquibancadas que teria sido causado por foguetes lançados de forma errada por torcedores.
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